quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Social

Sempre existirão os que enfrentam, que encaram, que se permitam errar e aprender com os erros.

Os que, com algo concreto ou não, se deslocam do conforto e se jogam no instável, na angústia, no desconhecido.

Aqueles que parecem ter um comichão que os impede de parar, de relaxar, de não se confrontar.

Os que amam ter a dúvida, que veem a vida como uma oportunidade de fazer alguma diferença, não importando a abrangência dela.

Se você é uma delas e está aqui, obrigado por fazer a diferença em minha vida.

domingo, 31 de março de 2013

Stuck In The Middle

Vivo num dilema constante: o de querer sentir fortes emoções, sentimentos intensos; e outro de não permitir que isso aconteça, me frear, me impedir, me sabotar.

A verdade é que este dilema me consome, e me impede de seguir, de construir algo melhor para mim, comigo e com um alguém. Minha dificuldade em me permitir perder o controle não me deixa amar (ou seria "manter a paixão"?). Vejo casais lindos, que compartilham, vivem intensamente, se enamoram e se sentem completos. Fico acompanhando estas histórias, como um espectador que sonha pelo contínuo feliz de sua novela preferida, na esperança de se começar a sua história a qualquer momento. Busco por isso em todos os locais, em todos os momentos de não distração da mente. Busco incansavelmente pelo ser completo, que me tire do meu chão, que me faça sentir medo, paixão, tesão, e que me faça perder o controle. Que me desarme!

Mas para que mesmo? Se no primeiro sinal de ansiedade, proveniente de uma angústia maior do que meu desejo, eu desisto e saio de cena? Por que gastar tanta energia em algo que eu tenho tanto medo? Que eu não sei lidar? E afinal, por que tanto medo mesmo???

Quero esta angústia, este medo, este desconforto, esta incerteza, este amor.

Não sei lidar com esta angústia, este medo, esta incerteza, este amor.

Estou travado.

sábado, 13 de outubro de 2012

Undisclosed Desires

Percebi que as músicas são uma das poucas coisas que dominam meu racionalismo e me fazem sentir, me fazem entrar em contato com algo desconhecido, mas que esta ali. Uma de minhas queixas em terapia foi exatamente de minha falta de tato pras minhas emoções, e da falta que sinto de me permitir me emocionar.

Hoje, tenho a sensação de estar visualizando, logo a minha frente, uma piscina de emoções na qual vou me afundar, mergulhar, nadar, e vivenciar toda aquela experiência reprimida por anos. Mas ainda é algo que não tenho contato, que eu sei que chegará um dia, o que me deixa ansioso e com bastante medo, mas que ainda não tenho data nem maiores informações sobre.

O que as músicas, meu único instrumento de contato com minhas emoções, estão me dizendo nestes dias é que preciso parar de rodar no mundo, e dar mais atenção ao meu mundo, ao que o Olavo quer para o Olavo, o que o Olavo precisa sentir, fazer, desfazer, ouvir, ler... enfim, o que o Olavo tanto precisa?

Enquanto não tenho contato com esta piscina de emoções reprimidas, vou ouvindo minhas músicas e me deixando ser tocado por elas, aquecendo o caldo e diminuindo assim o choque quando pular com vontade nesta água.









domingo, 30 de setembro de 2012

Lola

Mudanças, mudanças, mudanças! Você decide que quer mudar, analisa todas as opções, prós e contras, possibilidades, problemas, e bate o martelo. Daí emergem suas fantasias sobre o que será, o que você vai fazer quando chegar, quais serão suas principais ações para atingir seu objetivo e como você será determinado e focado para que tudo saia como planejado.

Balela.

Você é um ser humano, que sofre influências do meio externo, e do interno também. Tudo reverbera na sua vida, tudo! Ninguém vive uma vida a vácuo, isolado do resto do mundo, mantendo suas características naturais preservadas ao longo do tempo. Vivemos rodeados de estímulos, de todos os tipos, cores e formatos, que se juntam com nossos conceitos da vida e nos tiram de nossas rotas pré-estipuladas, o que pode não ser tão ruim assim.

Desvios de rota acontecem sempre, e o importante é não se deixar abater por isso. Não nascemos para acertar, e sim para viver, o que torna a vida mais abrangente e farta. Os que buscam somente acertos não saboreiam as angústias das quedas, das derrotas, das crises. E digo sim saborear, porque não é apenas engolindo os sapos que estaremos vencendo eles. Precisamos entrar em contato com nossas angústias, senti-las, indaga-las, até finalmente entendê-las e superá-las.

Estou nesta fase de reavaliação. São dois anos de São Paulo, dois anos de mudanças, mudanças, mudanças. Muita coisa chegou e passou em minha vida, muitas influências, alegrias, desgostos e surpresas. Aprendi bastante, e sinto que tenho me tornado melhor em muita coisa, exatamente por sempre buscar as pequenas lições que a vida nos ensina no dia-a-dia. Mas é fato que o Olavo ainda se sente parado e se deixa oprimir no meio destes espigões de concreto.

Corre Olavo, corre!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Cadê Platão?

Começou intenso este ano, revirando tudo que estava parado, nos forçando a encarar a vida sem vergonha e com coragem. Minha cabeça tem seguido esta tendência, especialmente nas madrugadas insones, me enchendo de pensamentos teóricos-históricos-psicológicos-filosóficos madrugada adentro.

É fato que adoro ter papos teóricos-históricos-psicológicos-filosóficos, e sinto falta de não os ter mais, lembrando dos épicos momentos de boteco e muita cerveja com meus queridos amigos da faculdade Zedi, Tourinho e Ricardo, quando varávamos a noite falando sobre assuntos que se interligavam, num ritmo constante e, em alguns momentos, intensos.

Mas parece que quando se cresce, o dia-a-dia vai te tomando estes pequenos prazeres, já que nunca sobra tempo para papos cabeças, já que "a vida é cheia e dura demais pra pensar nisso agora, tô cansado, quero ver uma comédia romântica besta que não me faça pensar em nada e me divertir". Sim, o mundo tem nos consumido, e estamos emburrecendo, perdendo a gostosa sensação de se debater, argumentar, contra-argumentar, bater na mesa e falar que esta tudo errado, que todos são tapados, e depois perceber que o tapado era você, ficando feliz ao perceber o quanto você aprendeu ali com aquelas pessoas diferentes.

Sim, estou precisando pensar mais, teorizar mais, debater mais, me sentir mais vivo, e não deixar que o mundo me engula, me torne mais um submisso de sua carga pesada. Vou tentar fazer isso neste novo ano, liberando assim minha mente nas madrugadas para fazer aquilo que lhe cabe naquele momento: dormir.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011