Começou intenso este ano, revirando tudo que estava parado, nos forçando a encarar a vida sem vergonha e com coragem. Minha cabeça tem seguido esta tendência, especialmente nas madrugadas insones, me enchendo de pensamentos teóricos-históricos-psicológicos-filosóficos madrugada adentro.
É fato que adoro ter papos teóricos-históricos-psicológicos-filosóficos, e sinto falta de não os ter mais, lembrando dos épicos momentos de boteco e muita cerveja com meus queridos amigos da faculdade Zedi, Tourinho e Ricardo, quando varávamos a noite falando sobre assuntos que se interligavam, num ritmo constante e, em alguns momentos, intensos.
Mas parece que quando se cresce, o dia-a-dia vai te tomando estes pequenos prazeres, já que nunca sobra tempo para papos cabeças, já que "a vida é cheia e dura demais pra pensar nisso agora, tô cansado, quero ver uma comédia romântica besta que não me faça pensar em nada e me divertir". Sim, o mundo tem nos consumido, e estamos emburrecendo, perdendo a gostosa sensação de se debater, argumentar, contra-argumentar, bater na mesa e falar que esta tudo errado, que todos são tapados, e depois perceber que o tapado era você, ficando feliz ao perceber o quanto você aprendeu ali com aquelas pessoas diferentes.
Sim, estou precisando pensar mais, teorizar mais, debater mais, me sentir mais vivo, e não deixar que o mundo me engula, me torne mais um submisso de sua carga pesada. Vou tentar fazer isso neste novo ano, liberando assim minha mente nas madrugadas para fazer aquilo que lhe cabe naquele momento: dormir.
Olavianos
"O pensamento é o ensaio da ação"
Sigmund Freud
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Deserto
Esqueci isso aqui, parei de escrever e de me deixar desabafar... isn't the best thing I've been not doing. Mas enfim, preciso voltar ao blog e falar das coisas que acontecem e, principalmente, sobre como me sinto sobre elas, daquela mesma forma que eu sei escrever: sem nexo, sem sentido e sem direção, apenas egocentricamente voltada para o meu desabafo. Não tenho mais quem me ouça, Andréia não está mais ali nas minhas sextas, e por mais que você tenha mil amigos, colegas, roomies, ou qualquer coisa parecida com isso, as pessoas não tem muita paciência para servir de muro de lamentação, ou não entendem isso, ou não gostam disso (inclusive eu, muitas vezes). Portanto, that's my best option, ever.
quarta-feira, 9 de março de 2011
It Hurts
É isso morar sozinho? As vezes dói, muito. E não adianta procurar consolo nas coisas superficiais, já que elas são, afinal, superficiais. Então chora.
Strawberry fields forever
"Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see
It's getting hard to be someone
But it all works out
It doesn't matter much to me"
Sabe aquela sensação de repetição, como se você estivesse numa roda-gigante eterna, onde as vezes você está por cima, e noutras por baixo? Então, esta é a vida. É a vida do pobre e do rico, do negro e do branco, do ocidental e o do oriental, dos heteros e dos gays... enfim, está aí algo que nos une, que prova que somos todos seres humanos, independente de nossa raça, crédulo ou opção sexual. Cada um tem suas próprias razões, suas próprias angústias e problemas, mas o sentimento é o mesmo, a alegria ou a dor é a mesma, mudando apenas como a vivenciamos e, principalmente, como lidamos com ela.
Mas o que me intriga neste amanhecer é a nossa dificuldade de mudarmos. Eu sei o que me angustia agora, e quero muito mudar muitas coisas, Mas daí vem aquela fase "eu posso tudo e vou conseguir fazer diferente", onde você realmente acredita que conseguirá mudar (o que é ótimo!!!). Depois, sem perceber, você estará fazendo a mesma coisa, do mesmo jeito, e se sentirá um merda e impotente por isso, por não conseguir fazer diferente.
Enfim, eu bem sei o quão difícil é mudar um comportamento. Afinal, o que somos é mais forte do que o que desejamos ser, e isso também faz parte do pacote "ser ser humano".
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Sete Meses

A música toca enquanto você para, prestando atenção na melodia, no piano suave e infantil, na letra triste e chorosa, lhe proporcionando uma sensação triste e reconfortante. Olhe pela porta da sacada e veja as árvores imóveis neste dia de chuva, que lavou e inundou toda cidade. Os olhos já estão diminuindo de tamanho. O dia vai pesando em sua sobrancelha, as cobranças, as besteiras feitas e ditas, a irresponsabilidade alheia, as crises, os pensamentos que não te dão descanso enquanto a chuva cai sobre sua face gelada.
Muita coisa acontecendo, muitas novidades e mudanças, muitas alegrias e muitas incertezas. Como pode um homem lidar com tudo isso? Como pôde muitos homens conquistarem tantos impérios, enquanto muitos não conseguem nem conquistar a si próprio, tornar-se objeto do próprio desejo?
"Nobody said it was easy
Oh, it's a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start" (Coldplay - The Scientist)
E os meses vão acabando enquanto pouca coisa você consegue mudar. As mesmas inseguranças de outrora, os mesmos desejos recorrentes, e o constante sonho fantasiado de possível que sempre pipoca na mente, por mais que banhos gelados de realidade te façam acordar assustado e desesperançoso em alguns momentos.
domingo, 21 de novembro de 2010
Giving up
Existe uma barreira entre nós. Uma muralha invisível que, por menor que pareça, está entre nós. Pelo que percebo é uma barreira feita por nosso medo de perder/estragar tudo isso que já foi construído e que é leve e prazeroso. Temos medo de sair da leveza dos encontros rotineiros e entrar no peso do cotidiano. Você me disse que achava que você era, pra mim, uma fuga. Eu retruquei que não, que não era isso que via em ti. Mas talvez sejamos ambos a fuga um do outro, e apenas isso.
É difícil ter que pensar nisso, sentir isso, viver isso, aceitar tudo isso. Não é algo que me faça mal, que me deixe triste, que acabe com meu dia, mas há resistência (muita) nisso tudo, o que me faz pensar que talvez o melhor a se fazer é esquecer, já que "ser indiferente" é impossível, ainda mais depois de palavras já ditas.
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