Mudanças, mudanças, mudanças! Você decide que quer mudar, analisa todas as opções, prós e contras, possibilidades, problemas, e bate o martelo. Daí emergem suas fantasias sobre o que será, o que você vai fazer quando chegar, quais serão suas principais ações para atingir seu objetivo e como você será determinado e focado para que tudo saia como planejado.
Balela.
Você é um ser humano, que sofre influências do meio externo, e do interno também. Tudo reverbera na sua vida, tudo! Ninguém vive uma vida a vácuo, isolado do resto do mundo, mantendo suas características naturais preservadas ao longo do tempo. Vivemos rodeados de estímulos, de todos os tipos, cores e formatos, que se juntam com nossos conceitos da vida e nos tiram de nossas rotas pré-estipuladas, o que pode não ser tão ruim assim.
Desvios de rota acontecem sempre, e o importante é não se deixar abater por isso. Não nascemos para acertar, e sim para viver, o que torna a vida mais abrangente e farta. Os que buscam somente acertos não saboreiam as angústias das quedas, das derrotas, das crises. E digo sim saborear, porque não é apenas engolindo os sapos que estaremos vencendo eles. Precisamos entrar em contato com nossas angústias, senti-las, indaga-las, até finalmente entendê-las e superá-las.
Estou nesta fase de reavaliação. São dois anos de São Paulo, dois anos de mudanças, mudanças, mudanças. Muita coisa chegou e passou em minha vida, muitas influências, alegrias, desgostos e surpresas. Aprendi bastante, e sinto que tenho me tornado melhor em muita coisa, exatamente por sempre buscar as pequenas lições que a vida nos ensina no dia-a-dia. Mas é fato que o Olavo ainda se sente parado e se deixa oprimir no meio destes espigões de concreto.
Corre Olavo, corre!
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domingo, 30 de setembro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Cadê Platão?
Começou intenso este ano, revirando tudo que estava parado, nos forçando a encarar a vida sem vergonha e com coragem. Minha cabeça tem seguido esta tendência, especialmente nas madrugadas insones, me enchendo de pensamentos teóricos-históricos-psicológicos-filosóficos madrugada adentro.
É fato que adoro ter papos teóricos-históricos-psicológicos-filosóficos, e sinto falta de não os ter mais, lembrando dos épicos momentos de boteco e muita cerveja com meus queridos amigos da faculdade Zedi, Tourinho e Ricardo, quando varávamos a noite falando sobre assuntos que se interligavam, num ritmo constante e, em alguns momentos, intensos.
Mas parece que quando se cresce, o dia-a-dia vai te tomando estes pequenos prazeres, já que nunca sobra tempo para papos cabeças, já que "a vida é cheia e dura demais pra pensar nisso agora, tô cansado, quero ver uma comédia romântica besta que não me faça pensar em nada e me divertir". Sim, o mundo tem nos consumido, e estamos emburrecendo, perdendo a gostosa sensação de se debater, argumentar, contra-argumentar, bater na mesa e falar que esta tudo errado, que todos são tapados, e depois perceber que o tapado era você, ficando feliz ao perceber o quanto você aprendeu ali com aquelas pessoas diferentes.
Sim, estou precisando pensar mais, teorizar mais, debater mais, me sentir mais vivo, e não deixar que o mundo me engula, me torne mais um submisso de sua carga pesada. Vou tentar fazer isso neste novo ano, liberando assim minha mente nas madrugadas para fazer aquilo que lhe cabe naquele momento: dormir.
É fato que adoro ter papos teóricos-históricos-psicológicos-filosóficos, e sinto falta de não os ter mais, lembrando dos épicos momentos de boteco e muita cerveja com meus queridos amigos da faculdade Zedi, Tourinho e Ricardo, quando varávamos a noite falando sobre assuntos que se interligavam, num ritmo constante e, em alguns momentos, intensos.
Mas parece que quando se cresce, o dia-a-dia vai te tomando estes pequenos prazeres, já que nunca sobra tempo para papos cabeças, já que "a vida é cheia e dura demais pra pensar nisso agora, tô cansado, quero ver uma comédia romântica besta que não me faça pensar em nada e me divertir". Sim, o mundo tem nos consumido, e estamos emburrecendo, perdendo a gostosa sensação de se debater, argumentar, contra-argumentar, bater na mesa e falar que esta tudo errado, que todos são tapados, e depois perceber que o tapado era você, ficando feliz ao perceber o quanto você aprendeu ali com aquelas pessoas diferentes.
Sim, estou precisando pensar mais, teorizar mais, debater mais, me sentir mais vivo, e não deixar que o mundo me engula, me torne mais um submisso de sua carga pesada. Vou tentar fazer isso neste novo ano, liberando assim minha mente nas madrugadas para fazer aquilo que lhe cabe naquele momento: dormir.
domingo, 14 de agosto de 2011
Deserto
Esqueci isso aqui, parei de escrever e de me deixar desabafar... isn't the best thing I've been not doing. Mas enfim, preciso voltar ao blog e falar das coisas que acontecem e, principalmente, sobre como me sinto sobre elas, daquela mesma forma que eu sei escrever: sem nexo, sem sentido e sem direção, apenas egocentricamente voltada para o meu desabafo. Não tenho mais quem me ouça, Andréia não está mais ali nas minhas sextas, e por mais que você tenha mil amigos, colegas, roomies, ou qualquer coisa parecida com isso, as pessoas não tem muita paciência para servir de muro de lamentação, ou não entendem isso, ou não gostam disso (inclusive eu, muitas vezes). Portanto, that's my best option, ever.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Strawberry fields forever
"Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see
It's getting hard to be someone
But it all works out
It doesn't matter much to me"
Sabe aquela sensação de repetição, como se você estivesse numa roda-gigante eterna, onde as vezes você está por cima, e noutras por baixo? Então, esta é a vida. É a vida do pobre e do rico, do negro e do branco, do ocidental e o do oriental, dos heteros e dos gays... enfim, está aí algo que nos une, que prova que somos todos seres humanos, independente de nossa raça, crédulo ou opção sexual. Cada um tem suas próprias razões, suas próprias angústias e problemas, mas o sentimento é o mesmo, a alegria ou a dor é a mesma, mudando apenas como a vivenciamos e, principalmente, como lidamos com ela.
Mas o que me intriga neste amanhecer é a nossa dificuldade de mudarmos. Eu sei o que me angustia agora, e quero muito mudar muitas coisas, Mas daí vem aquela fase "eu posso tudo e vou conseguir fazer diferente", onde você realmente acredita que conseguirá mudar (o que é ótimo!!!). Depois, sem perceber, você estará fazendo a mesma coisa, do mesmo jeito, e se sentirá um merda e impotente por isso, por não conseguir fazer diferente.
Enfim, eu bem sei o quão difícil é mudar um comportamento. Afinal, o que somos é mais forte do que o que desejamos ser, e isso também faz parte do pacote "ser ser humano".
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Sete Meses

A música toca enquanto você para, prestando atenção na melodia, no piano suave e infantil, na letra triste e chorosa, lhe proporcionando uma sensação triste e reconfortante. Olhe pela porta da sacada e veja as árvores imóveis neste dia de chuva, que lavou e inundou toda cidade. Os olhos já estão diminuindo de tamanho. O dia vai pesando em sua sobrancelha, as cobranças, as besteiras feitas e ditas, a irresponsabilidade alheia, as crises, os pensamentos que não te dão descanso enquanto a chuva cai sobre sua face gelada.
Muita coisa acontecendo, muitas novidades e mudanças, muitas alegrias e muitas incertezas. Como pode um homem lidar com tudo isso? Como pôde muitos homens conquistarem tantos impérios, enquanto muitos não conseguem nem conquistar a si próprio, tornar-se objeto do próprio desejo?
"Nobody said it was easy
Oh, it's a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start" (Coldplay - The Scientist)
E os meses vão acabando enquanto pouca coisa você consegue mudar. As mesmas inseguranças de outrora, os mesmos desejos recorrentes, e o constante sonho fantasiado de possível que sempre pipoca na mente, por mais que banhos gelados de realidade te façam acordar assustado e desesperançoso em alguns momentos.
domingo, 21 de novembro de 2010
Giving up
Existe uma barreira entre nós. Uma muralha invisível que, por menor que pareça, está entre nós. Pelo que percebo é uma barreira feita por nosso medo de perder/estragar tudo isso que já foi construído e que é leve e prazeroso. Temos medo de sair da leveza dos encontros rotineiros e entrar no peso do cotidiano. Você me disse que achava que você era, pra mim, uma fuga. Eu retruquei que não, que não era isso que via em ti. Mas talvez sejamos ambos a fuga um do outro, e apenas isso.
É difícil ter que pensar nisso, sentir isso, viver isso, aceitar tudo isso. Não é algo que me faça mal, que me deixe triste, que acabe com meu dia, mas há resistência (muita) nisso tudo, o que me faz pensar que talvez o melhor a se fazer é esquecer, já que "ser indiferente" é impossível, ainda mais depois de palavras já ditas.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Descobertas
É difícil abrir mão daquilo que você passou meses imaginando, das idéias de que seria tudo mais fácil e colorido. Da leveza das certezas que só você mesmo tinha, e mais ninguém. E ver que terá que começar mesmo do começo, que você não é assim, tão especial, e que nada vem do cosmos e cai no seu colo. E pensar que terá que passar aperto, conter seus ímpetos e anseios. Mentalizar que o mundo ainda continuará ali depois de um, dois anos, e que você terá que se contentar com seu mundo, por enquanto, e por tudo que te norteia.
E descobrir, quem sabe, que não é ruim. Que seu mundo é totalmente novo, e se dedicar a ele será maravilhoso. E descobrir os detalhes do seu lar, de sua rua, do seu bairro... os detalhes escondidos de sua vida que, até então, você fugia de encontrar. E viver este mundo só seu, por um, dois anos, até poder ir, sólido e forte, conhecer o mundo.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Ouquei
Encontrei mais uma resposta e diversas novas perguntas para continuar o caminho. Estava vendo uma entrevista que o Jô fez com Morena Baccarin, e quase no final desta o Jô a questionou como é ser reconhecida pelo público, o que ela está achando desta mudança, e etc. No que ela foi respondendo, Jô comentou algo do tipo: "É bom ser reconhecido por algo que se faz (...) ver as pessoas te procurando com um sorriso no rosto, com alegria".
Eu não acho que eu sou um anormal por isso. Talvez uma auto-estima mais elevada poderia minimizar os estragos, me tornar menos dependente. Mas acredito sim que ser reconhecido é algo que faça bem a todos, lhe dando mais ânimo para continuar fazendo, e buscando o melhor. Estava conversando com um amigo este final de semana sobre uma nota que tirei num trabalho da pós, e o mesmo me questionou: "Mas e você? Achou que merecia esta nota? (...) Porque não importa muito a nota que ele te deu, e sim a que você acredita ter merecido".
(Ok, Sir. Now I understand when you said "My self-esteem is Ok!" to me.)
Eu, definitivamente, não sou tão ok assim. Não sou nem "ok", muito menos "tão ok". E isso me causa um desânimo enorme. Sabe aquela coisinha que os outros chamam de "sentido para a vida"? Tem passado longe. Eu gosto do que faço, e faço muito bem aquilo que faço, mas ainda falta encontrar um sentido pra isso tudo. Minha resposta padrão, quando me perguntam porque estou nesta área, é: "Ah, porque dá um bom dinheiro mais rápido". Vazio, né? Pois é. Vazio.
Ou eu me seguro no dinheiro pro resto de minha vida, ou eu encontro meu "sentido de viver" (by Manoel Carlos), ou vou ser gauche na vida. Outras opções??? Dêem-me uma, dêem-me duas...
Andreia
"Vamos viver o presente, o hoje, o agora."
Ok, tudo muito gestaltisticamente lindo. Mas o problema é que amanhã o hoje virará ontem e, se tiver sido bom, vou continuar querendo o mesmo de ontem, só que hoje, amanhã, depois de amanhã...
Eu fico parado naquelas sensações, esperando revivê-las, e não consigo sentir o hoje, aproveitar o hoje, sem ficar, ao menos, ligado na possibilidade de sua existência. Algo como: "Tô aqui sendo feliz no meu mundinho de agora, mas com os sentidos aguçados na espera de mais uma dose".
E eu acho isso péssimo, ao menos pra mim, porque me ligo a algo que eu sei que não está existindo!! E não consigo me concentrar em outras coisas diversas que eu deveria me concentrar, porque não consigo me permitir a me distrair! A sensação é estar preso numa armadilha que você mesmo criou.
Nossa, Andreia, que falta você me faz.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Trianon
Um perdido numa cidade suja, cheia e suja. Há tanto movimento em minha volta, tanta vida, tanta energia, enquanto eu permaneço parado, atônito, imóvel, suspenso. O grito vem na garganta e volta, com medo de acordar o vizinho. O medo tem dominado tudo: os gritos, os desejos, as frustrações e as esperanças. É difícil se guiar sozinho, acordar de manhã e decidir o que você irá fazer naquele dia, tentando lutar contra você mesmo, suas próprias barreiras e resistências.
Ou limitações?
Será que estou fadado a me limitar a isso? Será que o sonho idealizado não passará de mais um sonho? Será que aquelas palavras ditas há anos atrás serão, de fato, tão fortes que se tornarão barreiras intransponíveis, inquebráveis, imutáveis?
Respostas que terei que descobrir sozinho, pois elas só me farão sentido assim. Enquanto isso, virei mais por aqui.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Cansei de ser sexy
Falar, falar, falar. Como disse no post anterior, estou reprimindo muitas coisas (idéias, textos, alegrias, raivas) estes dias. Nada forçado ou exigido, apenas por preguiça ou vontade própria mesmo. A grande questão foi o resultado: ansiedade, sonhos, dores no corpo, e a já constante rouquidão.
Pois decidi que cansei de ficar calado e vou começar a me expressar. E quando digo isso falo no sentido mais amplo da coisa: vou começar a falar de filmes, de livros, de músicas, de pessoas, assuntos, novelas e, óbvio, de mim. A verdade é que eu "Cansei de ser medroso". Já passou da hora de eu dar minha cara a tapa, e receber críticas e elogios por isso.
Eu tenho uma certa necessidade de ser gostado, agraciado, amado (por mais "largado" que eu possa me comportar em várias situações). Mas cansei disso, de ser carente, de ficar em busca de elogios enquanto passo por cima de mim mesmo, do que de fato eu busco. Chegou a hora de ser eu, Olavo Coelho, em toda sua graça e deficiências, mas "Just Olavo".
sábado, 28 de novembro de 2009
Hoje estava relendo Veríssimo na praia (sim, eu estava na praia e até que me diverti) e fiquei com saudades de escrever aqui. Não sei se vocês sabem, mas escrever como ele, com sua sutileza, facilidade, clareza e ironia, é meu objetivo de vida como escritor! Muito feijão ainda pela frente, mas quem sabe um dia eu não consiga, não é mesmo? rs
Enfim, estou num momento muito produtivo de minha vida (literariamente falando), mas chego em casa já tarde, com tanta coisa para fazer, que acabo não tendo paciência pra digitar aqui sobre as coisas que aconteceram (e que merecem ser ditar) durante o dia. Acabo mentalizando um post ali na hora, de cabeça, criando frases, parágrafos, desenvolvendo idéias, falando para mim mesmo, tornando eu o leitor de mim mesmo.
É uma pena porque o ato de postar aqui é dar vida a algo que até então não existe, que está ocupando espaço no HD de minha cabeça. Tudo bem que eu crio aquele post mental na hora e depois nem lembro mais, vai pro lixo. Mas, indo ou não pro lixo, o fato é que aquele material continua ali, preso em mim, com todas suas construções simbólicas, linguísticas e emocionais. Por isso gosto tanto do ato de postar, livrar aquilo tudo de mim, dar vida a um novo ser, pensamento, texto, divagação. Liberar espaço no meu HD (por mais que saiba que as coisas ainda continuarão lá, mas ao menos a gente se sente mais livre daquilo tudo).
Estou, de fato, precisando postar mais aqui. Liberar mais espaço nessa cachola, dar uma compactada nos arquivos, fazer uma limpeza do sistema. Acho que vai me ajudar.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Mente do diabo
Fui cair na besteira de revirar blogs alheios e aqui estou eu, remoendo sentimentos e "wondering the wonders", como se marca. A angústia cresce, os pensamentos pioram, e o que mais queria era conseguir chorar, pra quem sabe diminuir a pressão do balde. Mas quem disse que consigo...
Mas é isso ai. Sorry my first love. É isso aí.
Mas é isso ai. Sorry my first love. É isso aí.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Love is noise
Angustiante ver uma história se repetindo, com novos atores em cena. Eu só fico me perguntando:
"Será que estes vão encenar melhor os papéis? Será que vão conseguir aquilo que não conseguimos?"
"Será que estes vão encenar melhor os papéis? Será que vão conseguir aquilo que não conseguimos?"
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Você acredita no que quer.
Consegui ver "Divã" hoje no cinema e só posso dizer que o filme é muito bom. Bom tanto pra dar risada como também para pensar a respeito da vida. Fico feliz que os filmes brasileiros estão melhorando de qualidade, saindo do arroz com feijão básico e botando um humor mais inteligente, com diálogos que podem ser levaods para uma mesa de bar depois e comentados, aos montes. Foi o que aconteceu, ao mru ver, em 'Romance", e repetiu agora (lógico, "Romance" é muuuuuuuuuuuuito mais denso).
Uma das cenas chaves do filme é a primeira "alta" da personagem, quando ela dá conta da insignificância em ficar lutando contra uma maré que não está favorável para ela. Quando ela para pra ver que as coisas não são assim como ela queria que fosse, mas que nem por isso ela tem que deixar de viver ou até viver sofrendo por isso. Resumindo, quando ela aprende, psicanaliticamente falando, a conviver com a falta.
Acho que a grande graça de uma análise é se conhecer, aos poucos, para que num futuro você perceba seus próprios atos e como escroto você foi contigo mesmo. A graça (e o temor) de uma análise é, para mim, compreender que o outro não é você, que ele não vive para você, e que as coisas não funcionarão como você quer que sejam. Uma vez, um professor de Psicologia Analítica (mais conhecida como Junguiana) disse uma frase que marcou:
- A primeira coisa que você tem que ter em mente antes de culpar outrem é que as expectativas eram SUAS. Portanto, assuma o sentimento de decepção que você mesmo criou.
Pesado. Mas não menos verdadeiro. Chegando em casa, após cantarolar Grand'Hotel no carro, me avisaram de situações não tão éticas que aconteceram por ai. Infelismente (ou nao), eu não posso controlar as pessoas. Mas felizmente nós podemos não permitir sermos controlados por elas. Faça sua escolha e aceite suas consequências.
Uma das cenas chaves do filme é a primeira "alta" da personagem, quando ela dá conta da insignificância em ficar lutando contra uma maré que não está favorável para ela. Quando ela para pra ver que as coisas não são assim como ela queria que fosse, mas que nem por isso ela tem que deixar de viver ou até viver sofrendo por isso. Resumindo, quando ela aprende, psicanaliticamente falando, a conviver com a falta.
Acho que a grande graça de uma análise é se conhecer, aos poucos, para que num futuro você perceba seus próprios atos e como escroto você foi contigo mesmo. A graça (e o temor) de uma análise é, para mim, compreender que o outro não é você, que ele não vive para você, e que as coisas não funcionarão como você quer que sejam. Uma vez, um professor de Psicologia Analítica (mais conhecida como Junguiana) disse uma frase que marcou:
- A primeira coisa que você tem que ter em mente antes de culpar outrem é que as expectativas eram SUAS. Portanto, assuma o sentimento de decepção que você mesmo criou.
Pesado. Mas não menos verdadeiro. Chegando em casa, após cantarolar Grand'Hotel no carro, me avisaram de situações não tão éticas que aconteceram por ai. Infelismente (ou nao), eu não posso controlar as pessoas. Mas felizmente nós podemos não permitir sermos controlados por elas. Faça sua escolha e aceite suas consequências.
sábado, 30 de maio de 2009
Falta
Pras coisas ficarem exatamente como eu quero só falta uma coisa: eu parar de dar prioridade a namoros e pensar mais em minha vida profissional.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Mentiras
Estava lendo um e-mail que recebi e, ao mesmo tempo, na rádio tocava "Mentiras" de Adriana Calcanhotto. Uma parte me chamou atenção:
"Nada ficou no lugar
Eu quero entregar suas mentiras
Eu vou invadir sua alma
Queria falar sua língua..."
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Me cansa.
Boas vibrações atraem boas vibrações. Boas notícias nos tornam felizes. Pensamentos, idéias, ações, reações. Todas surgem do nada (nada?). Pessoas surgem do nada? As pessoas que você conheceu, ou que conhecem, ou que conhecerão, surgiram(ão) do nada? Por que esta música me toca hoje? Por que escrevendo fico aliviado? Por que ele se omite enquanto eu quero falar? Por que sua foto me incomoda? Por que não? O que acontece quando você sente que ama alguém? Será que aquele pensamento de ter uma ação de falar que ama outrem é um pensamento real de amor? Ou é mais uma ilusão? Mas será que a ilusão não é real? Afinal, se é de ilusão que vivemos, então ilusão é vida. Ou apenas faz parte dela? E será que foi a hora certa? Mas se foi a hora certa, por que estas dúvidas na cabeça hoje? O que é certo, é certo. E se é certo, não tem dúvida. Correto? Interpretar as entrelinhas da vida me cansa.
domingo, 5 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
Que seja eterno enquanto dure.
É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente.
É bom nunca é igual: olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo.
É bom e é tão diferente.
Eu não vou chorar, você não vai chorar.
Você pode entender que eu não vou mais te ver por enquanto.
Sorria e saiba o que eu sei: eu te amo.
É bom se apaixonar
Ficar feliz, te ver feliz me faz bem.
Foi bom se apaixonar.
Foi bom e é bom e o que será?
Por pensar mais e eu preferi não pensar demais dessa vez.
Foi tão bom e por que será?
Eu não vou chorar, você não vai chorar.
Ninguém precisa chorar mais eu só posso te dizer por enquanto.
Que nessa linda história os diabos são anjos.
Eu não vou chorar você não vai chorar.
Você pode entende que eu não vou mais te ver por enquanto.
Sorria e saiba o que eu sei: eu te amo.
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