Mudanças, mudanças, mudanças! Você decide que quer mudar, analisa todas as opções, prós e contras, possibilidades, problemas, e bate o martelo. Daí emergem suas fantasias sobre o que será, o que você vai fazer quando chegar, quais serão suas principais ações para atingir seu objetivo e como você será determinado e focado para que tudo saia como planejado.
Balela.
Você é um ser humano, que sofre influências do meio externo, e do interno também. Tudo reverbera na sua vida, tudo! Ninguém vive uma vida a vácuo, isolado do resto do mundo, mantendo suas características naturais preservadas ao longo do tempo. Vivemos rodeados de estímulos, de todos os tipos, cores e formatos, que se juntam com nossos conceitos da vida e nos tiram de nossas rotas pré-estipuladas, o que pode não ser tão ruim assim.
Desvios de rota acontecem sempre, e o importante é não se deixar abater por isso. Não nascemos para acertar, e sim para viver, o que torna a vida mais abrangente e farta. Os que buscam somente acertos não saboreiam as angústias das quedas, das derrotas, das crises. E digo sim saborear, porque não é apenas engolindo os sapos que estaremos vencendo eles. Precisamos entrar em contato com nossas angústias, senti-las, indaga-las, até finalmente entendê-las e superá-las.
Estou nesta fase de reavaliação. São dois anos de São Paulo, dois anos de mudanças, mudanças, mudanças. Muita coisa chegou e passou em minha vida, muitas influências, alegrias, desgostos e surpresas. Aprendi bastante, e sinto que tenho me tornado melhor em muita coisa, exatamente por sempre buscar as pequenas lições que a vida nos ensina no dia-a-dia. Mas é fato que o Olavo ainda se sente parado e se deixa oprimir no meio destes espigões de concreto.
Corre Olavo, corre!
Mostrando postagens com marcador Olavianeidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Olavianeidades. Mostrar todas as postagens
domingo, 30 de setembro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Cadê Platão?
Começou intenso este ano, revirando tudo que estava parado, nos forçando a encarar a vida sem vergonha e com coragem. Minha cabeça tem seguido esta tendência, especialmente nas madrugadas insones, me enchendo de pensamentos teóricos-históricos-psicológicos-filosóficos madrugada adentro.
É fato que adoro ter papos teóricos-históricos-psicológicos-filosóficos, e sinto falta de não os ter mais, lembrando dos épicos momentos de boteco e muita cerveja com meus queridos amigos da faculdade Zedi, Tourinho e Ricardo, quando varávamos a noite falando sobre assuntos que se interligavam, num ritmo constante e, em alguns momentos, intensos.
Mas parece que quando se cresce, o dia-a-dia vai te tomando estes pequenos prazeres, já que nunca sobra tempo para papos cabeças, já que "a vida é cheia e dura demais pra pensar nisso agora, tô cansado, quero ver uma comédia romântica besta que não me faça pensar em nada e me divertir". Sim, o mundo tem nos consumido, e estamos emburrecendo, perdendo a gostosa sensação de se debater, argumentar, contra-argumentar, bater na mesa e falar que esta tudo errado, que todos são tapados, e depois perceber que o tapado era você, ficando feliz ao perceber o quanto você aprendeu ali com aquelas pessoas diferentes.
Sim, estou precisando pensar mais, teorizar mais, debater mais, me sentir mais vivo, e não deixar que o mundo me engula, me torne mais um submisso de sua carga pesada. Vou tentar fazer isso neste novo ano, liberando assim minha mente nas madrugadas para fazer aquilo que lhe cabe naquele momento: dormir.
É fato que adoro ter papos teóricos-históricos-psicológicos-filosóficos, e sinto falta de não os ter mais, lembrando dos épicos momentos de boteco e muita cerveja com meus queridos amigos da faculdade Zedi, Tourinho e Ricardo, quando varávamos a noite falando sobre assuntos que se interligavam, num ritmo constante e, em alguns momentos, intensos.
Mas parece que quando se cresce, o dia-a-dia vai te tomando estes pequenos prazeres, já que nunca sobra tempo para papos cabeças, já que "a vida é cheia e dura demais pra pensar nisso agora, tô cansado, quero ver uma comédia romântica besta que não me faça pensar em nada e me divertir". Sim, o mundo tem nos consumido, e estamos emburrecendo, perdendo a gostosa sensação de se debater, argumentar, contra-argumentar, bater na mesa e falar que esta tudo errado, que todos são tapados, e depois perceber que o tapado era você, ficando feliz ao perceber o quanto você aprendeu ali com aquelas pessoas diferentes.
Sim, estou precisando pensar mais, teorizar mais, debater mais, me sentir mais vivo, e não deixar que o mundo me engula, me torne mais um submisso de sua carga pesada. Vou tentar fazer isso neste novo ano, liberando assim minha mente nas madrugadas para fazer aquilo que lhe cabe naquele momento: dormir.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Strawberry fields forever
"Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see
It's getting hard to be someone
But it all works out
It doesn't matter much to me"
Sabe aquela sensação de repetição, como se você estivesse numa roda-gigante eterna, onde as vezes você está por cima, e noutras por baixo? Então, esta é a vida. É a vida do pobre e do rico, do negro e do branco, do ocidental e o do oriental, dos heteros e dos gays... enfim, está aí algo que nos une, que prova que somos todos seres humanos, independente de nossa raça, crédulo ou opção sexual. Cada um tem suas próprias razões, suas próprias angústias e problemas, mas o sentimento é o mesmo, a alegria ou a dor é a mesma, mudando apenas como a vivenciamos e, principalmente, como lidamos com ela.
Mas o que me intriga neste amanhecer é a nossa dificuldade de mudarmos. Eu sei o que me angustia agora, e quero muito mudar muitas coisas, Mas daí vem aquela fase "eu posso tudo e vou conseguir fazer diferente", onde você realmente acredita que conseguirá mudar (o que é ótimo!!!). Depois, sem perceber, você estará fazendo a mesma coisa, do mesmo jeito, e se sentirá um merda e impotente por isso, por não conseguir fazer diferente.
Enfim, eu bem sei o quão difícil é mudar um comportamento. Afinal, o que somos é mais forte do que o que desejamos ser, e isso também faz parte do pacote "ser ser humano".
domingo, 5 de setembro de 2010
Vazio

Eu tenho um jeito próprio de escrever/pensar/me expressar, que é me permitindo ser guiado por meu inconsciente, desde que o local permita isso, óbvio. Por exemplo, ao escrever este texto eu estou seguindo uma linha "racional" e "emotiva", já que estou falando de mim, dos meus processos, e nisso tem também muita emoção. Mas em momentos chaves eu apenas escrevo o que me vem na mente, tendo ou não sentido com o resto do texto. O que importa é que na hora em que escrevia alguma coisa, aquela palavra/expressão/imagem/frase/conto/imagem me veio na mente e encaixou perfeitamente com aquilo que escrevi, mesmo sendo totalmente desconexo do todo. Eu faço isso com os títulos de meus posts. Geralmente escrevo tudo e depois de pronto, coloco como título a primeira palavra que veio na minha cabeça.
Obviamente esta "mini-expressão" tem a ver com o que eu disse, mas não fico buscando a lógica, muito menos perco tempo analisando o porque aquilo veio pra consciência naquele exato momento. Não tenho dúvida que, se me permitisse parar para analisar aquele devaneio, muita coisa surgiria dali. Mas confesso que, em algumas situações, eu simplesmente não quero saber o porque, e prefiro apenas deixar acontecer.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Feijão
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Descobertas
É difícil abrir mão daquilo que você passou meses imaginando, das idéias de que seria tudo mais fácil e colorido. Da leveza das certezas que só você mesmo tinha, e mais ninguém. E ver que terá que começar mesmo do começo, que você não é assim, tão especial, e que nada vem do cosmos e cai no seu colo. E pensar que terá que passar aperto, conter seus ímpetos e anseios. Mentalizar que o mundo ainda continuará ali depois de um, dois anos, e que você terá que se contentar com seu mundo, por enquanto, e por tudo que te norteia.
E descobrir, quem sabe, que não é ruim. Que seu mundo é totalmente novo, e se dedicar a ele será maravilhoso. E descobrir os detalhes do seu lar, de sua rua, do seu bairro... os detalhes escondidos de sua vida que, até então, você fugia de encontrar. E viver este mundo só seu, por um, dois anos, até poder ir, sólido e forte, conhecer o mundo.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Ficamos por aqui
Um dos fatores que me levaram a fazer psicologia foi a possibilidade de ajudar pessoas infelizes a se tornarem um pouco mais feliz, e ver esta satisfação, este sorriso no rosto. Mas a imagem que muitas pessoas tem do processo de análise é de "um caminho obscuro e repleto de sentimentos negativos, os quais eu prefiro evitar". Infelizmente, eu tenho que concordar com eles, e tentar defender com o argumento de que "você começa a se conhecer e ter noção de que tais ações são por isso, aquilo e aquilo, o que te dá a opção de não continuar agindo da mesma forma". Ok. Sentá lá, Cláudia, e me mostra no seu desenho onde está a alegria nisso tudo.
Sei que, pelo que eu disse acima, muitas pessoas desistiram de fazer análise. Bom, se ajudar em algo: Não desistam!!! Por mais estranho que possa parecer, vale a pena! Quer saber como? Não me pergunte. É algo que só se entende vivenciado, até porque cada um vivencia de uma forma diferente.
Ouquei
Encontrei mais uma resposta e diversas novas perguntas para continuar o caminho. Estava vendo uma entrevista que o Jô fez com Morena Baccarin, e quase no final desta o Jô a questionou como é ser reconhecida pelo público, o que ela está achando desta mudança, e etc. No que ela foi respondendo, Jô comentou algo do tipo: "É bom ser reconhecido por algo que se faz (...) ver as pessoas te procurando com um sorriso no rosto, com alegria".
Eu não acho que eu sou um anormal por isso. Talvez uma auto-estima mais elevada poderia minimizar os estragos, me tornar menos dependente. Mas acredito sim que ser reconhecido é algo que faça bem a todos, lhe dando mais ânimo para continuar fazendo, e buscando o melhor. Estava conversando com um amigo este final de semana sobre uma nota que tirei num trabalho da pós, e o mesmo me questionou: "Mas e você? Achou que merecia esta nota? (...) Porque não importa muito a nota que ele te deu, e sim a que você acredita ter merecido".
(Ok, Sir. Now I understand when you said "My self-esteem is Ok!" to me.)
Eu, definitivamente, não sou tão ok assim. Não sou nem "ok", muito menos "tão ok". E isso me causa um desânimo enorme. Sabe aquela coisinha que os outros chamam de "sentido para a vida"? Tem passado longe. Eu gosto do que faço, e faço muito bem aquilo que faço, mas ainda falta encontrar um sentido pra isso tudo. Minha resposta padrão, quando me perguntam porque estou nesta área, é: "Ah, porque dá um bom dinheiro mais rápido". Vazio, né? Pois é. Vazio.
Ou eu me seguro no dinheiro pro resto de minha vida, ou eu encontro meu "sentido de viver" (by Manoel Carlos), ou vou ser gauche na vida. Outras opções??? Dêem-me uma, dêem-me duas...
sábado, 30 de janeiro de 2010
Salvador Dalí
Acabei de voltar de um restaurante classudo daqui de Salvador, comemorando o aniversário de uma amiga do trabalho.
O nome do restaurante é Salvador Dalí. O que se espera da decoração do mesmo? Quadros cubistas na parede, coisas caindo pelos lados, um ornamento meio inusitado no canto... sei lá, algo um pouco mais "surreal", certo?
Errado. Encontrei um espelho das antigas enorme na parede, uma cristaleira da mesma época cheia de taças no canto, mesas e cadeiras tradicionais, quadros mostrando paisagens litoraneas e, finalmente algo que lembre o cara, duas fotos de Salvador Dalí.
Eu acho bizarro quando se apropriam do nome de artistas, personalidades e até lugares em restaurantes, bares e até edifícios sem se usar em sua construção e decoração as características que marcam o "homenageado". Se é pra ser Salvador Dalí, que seja Salvador Dalí! Agora, botar o nome de uma pessoa e seguir um padrão seu não dá, mesmo. Se for pra ser assim bote "Chez alguma coisa" mesmo, e não se aproprie da personalidade dos outros em vão.
sábado, 17 de outubro de 2009
Salvem-me!!!!
A real é que comecei a se "adulto" agora e estou começando a "cristalizar", como acontecem com as pessoas mais idosas.
- Mas Olavo, o que seria cristalizar?
Estudei isso na faculdade e não tenho certeza se é este o nome, mas foi o que me veio na cabeça agora. É a fase da vida em que as pessoas mais velhas tendem a fechar as portas para as coisas novas (gostos em geral), não se permitindo a conhecer o novo.
Eu estou por ai, com a única diferença é que estou "cristalizando" por falta de tempo mesmo. Antes tinha tempo pra ficar na net navegando, em busca de coisas novas (cantores(as), principalmente), e sempre descobria alguém bom e até então desconhecido. Hoje me peguei (e não foi a primeira vez) ouvindo minhas músicas no Winamp a partir do sistema deles lá, em que só ouço as preferidas, as que avaliei como melhores. O que isso significa??
Significa que na falta de tempo vou logo para o certo, sem ficar procurando pelo duvidoso. Mas acho que estou novo demais para já estar me cristalizando nas coisinhas que conheço, afinal, ainda tenho muiiiiiiiito que conhecer e, de fato, gosto muito da sensação de descobrir o novo.
Resultado, vim logo para o Orkut caçar nomes até então inexplorados nas comunidades de música e botar pra baixar. E vocês? Alguma surpresa a oferecer??
Ps.: Acabei de ver o trailer de "Alice no País das Maravilhas" de Tim Burtom. Muito bom!!!!!!
- Mas Olavo, o que seria cristalizar?
Estudei isso na faculdade e não tenho certeza se é este o nome, mas foi o que me veio na cabeça agora. É a fase da vida em que as pessoas mais velhas tendem a fechar as portas para as coisas novas (gostos em geral), não se permitindo a conhecer o novo.
Eu estou por ai, com a única diferença é que estou "cristalizando" por falta de tempo mesmo. Antes tinha tempo pra ficar na net navegando, em busca de coisas novas (cantores(as), principalmente), e sempre descobria alguém bom e até então desconhecido. Hoje me peguei (e não foi a primeira vez) ouvindo minhas músicas no Winamp a partir do sistema deles lá, em que só ouço as preferidas, as que avaliei como melhores. O que isso significa??
Significa que na falta de tempo vou logo para o certo, sem ficar procurando pelo duvidoso. Mas acho que estou novo demais para já estar me cristalizando nas coisinhas que conheço, afinal, ainda tenho muiiiiiiiito que conhecer e, de fato, gosto muito da sensação de descobrir o novo.
Resultado, vim logo para o Orkut caçar nomes até então inexplorados nas comunidades de música e botar pra baixar. E vocês? Alguma surpresa a oferecer??
Ps.: Acabei de ver o trailer de "Alice no País das Maravilhas" de Tim Burtom. Muito bom!!!!!!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Você acredita no que quer.
Consegui ver "Divã" hoje no cinema e só posso dizer que o filme é muito bom. Bom tanto pra dar risada como também para pensar a respeito da vida. Fico feliz que os filmes brasileiros estão melhorando de qualidade, saindo do arroz com feijão básico e botando um humor mais inteligente, com diálogos que podem ser levaods para uma mesa de bar depois e comentados, aos montes. Foi o que aconteceu, ao mru ver, em 'Romance", e repetiu agora (lógico, "Romance" é muuuuuuuuuuuuito mais denso).
Uma das cenas chaves do filme é a primeira "alta" da personagem, quando ela dá conta da insignificância em ficar lutando contra uma maré que não está favorável para ela. Quando ela para pra ver que as coisas não são assim como ela queria que fosse, mas que nem por isso ela tem que deixar de viver ou até viver sofrendo por isso. Resumindo, quando ela aprende, psicanaliticamente falando, a conviver com a falta.
Acho que a grande graça de uma análise é se conhecer, aos poucos, para que num futuro você perceba seus próprios atos e como escroto você foi contigo mesmo. A graça (e o temor) de uma análise é, para mim, compreender que o outro não é você, que ele não vive para você, e que as coisas não funcionarão como você quer que sejam. Uma vez, um professor de Psicologia Analítica (mais conhecida como Junguiana) disse uma frase que marcou:
- A primeira coisa que você tem que ter em mente antes de culpar outrem é que as expectativas eram SUAS. Portanto, assuma o sentimento de decepção que você mesmo criou.
Pesado. Mas não menos verdadeiro. Chegando em casa, após cantarolar Grand'Hotel no carro, me avisaram de situações não tão éticas que aconteceram por ai. Infelismente (ou nao), eu não posso controlar as pessoas. Mas felizmente nós podemos não permitir sermos controlados por elas. Faça sua escolha e aceite suas consequências.
Uma das cenas chaves do filme é a primeira "alta" da personagem, quando ela dá conta da insignificância em ficar lutando contra uma maré que não está favorável para ela. Quando ela para pra ver que as coisas não são assim como ela queria que fosse, mas que nem por isso ela tem que deixar de viver ou até viver sofrendo por isso. Resumindo, quando ela aprende, psicanaliticamente falando, a conviver com a falta.
Acho que a grande graça de uma análise é se conhecer, aos poucos, para que num futuro você perceba seus próprios atos e como escroto você foi contigo mesmo. A graça (e o temor) de uma análise é, para mim, compreender que o outro não é você, que ele não vive para você, e que as coisas não funcionarão como você quer que sejam. Uma vez, um professor de Psicologia Analítica (mais conhecida como Junguiana) disse uma frase que marcou:
- A primeira coisa que você tem que ter em mente antes de culpar outrem é que as expectativas eram SUAS. Portanto, assuma o sentimento de decepção que você mesmo criou.
Pesado. Mas não menos verdadeiro. Chegando em casa, após cantarolar Grand'Hotel no carro, me avisaram de situações não tão éticas que aconteceram por ai. Infelismente (ou nao), eu não posso controlar as pessoas. Mas felizmente nós podemos não permitir sermos controlados por elas. Faça sua escolha e aceite suas consequências.
sábado, 30 de maio de 2009
Falta
Pras coisas ficarem exatamente como eu quero só falta uma coisa: eu parar de dar prioridade a namoros e pensar mais em minha vida profissional.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Se jogue.

"O pensamento é o ensaio da ação", diz Freud. O problema é quando as pessoas pensam demais e atuam de menos. Tem até uma música de Tim Deluxe, que adoro por sinal, cujo nome é "Less talk, more action", super a ver com o dito acima. Eu sei que pensar é mais confortável que agir, afinal, você pensa o que quer (será?), tendo controle de tudo (hum?), enquanto o brinquedo "sair pela porta de casa e viver" tem o preço caro do ingresso: perda de controle. E como é ruim não ter controle sobre as coisas. Quanta angústia é viver num mundo "fora da ordem". Lembro muito bem, numa de minhas sessões de análise, minha analista comentando das fantasias, de como somos governados por elas. Lembro que fiquei intrigado e questionei:
- Sei lá...
- Sei lá?
- Eu sei. É estranho pensar que uma fantasia, algo criado pela mente, pode interferir tanto em minha vida.
- Interfere Olavo. Você não imagina o quanto.
E não imaginava mesmo! Foi algo parecido com isso, mas foi importante, um dos momentos de quebra de paradigma. Me intrigava imaginar que uma coisa inventada por nós mesmos poderia direcionar nossas atitudes , comportamentos e nossos próprios pensamentos posteriores. Essa é a beleza da psicologia, ao meu ver. Perceber que ali, naquele pequeno e aparentemente insignificante instante, muita coisa pode ser mudada. É parar pra perceber que são as sutilezas que vão nos construindo, os pequenos grãos de poeira que se juntam é que fazem o que nós somos hoje. E é exatamente me ver em análise, tirando grão por grão e olhando pra eles com uma lupa, é que me deixa fascinado. Como um pequeno grão pode ser tão significante. Sem contar na beleza de ver as outras pessoas (nossos pacientes) percebendo seus grãos e os examinando também. Com isso, posso voltar nas minhas perguntas iniciais, as que estão em parênteses.
Será que você pensa o que você quer?
Será que temos controle de tudo que nos envolve?
Nem... Freud já disse que não há 100 anos atrás. Bestão quem ainda acredita nisso e prefere viver pensando do que agindo. Portanto, pague seu ingresso e se jogue no jogo da vida.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Me cansa.
Boas vibrações atraem boas vibrações. Boas notícias nos tornam felizes. Pensamentos, idéias, ações, reações. Todas surgem do nada (nada?). Pessoas surgem do nada? As pessoas que você conheceu, ou que conhecem, ou que conhecerão, surgiram(ão) do nada? Por que esta música me toca hoje? Por que escrevendo fico aliviado? Por que ele se omite enquanto eu quero falar? Por que sua foto me incomoda? Por que não? O que acontece quando você sente que ama alguém? Será que aquele pensamento de ter uma ação de falar que ama outrem é um pensamento real de amor? Ou é mais uma ilusão? Mas será que a ilusão não é real? Afinal, se é de ilusão que vivemos, então ilusão é vida. Ou apenas faz parte dela? E será que foi a hora certa? Mas se foi a hora certa, por que estas dúvidas na cabeça hoje? O que é certo, é certo. E se é certo, não tem dúvida. Correto? Interpretar as entrelinhas da vida me cansa.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Why so serious?
Ontem, uma situação me fez lembrar do "slogan" de um dos seriados que mais gosto: Brothers and Sisters. O tal "slogan" é: "Aqueles que você mais ama, é quem você menos conhece".
Bom, de fato o seriado trata de várias questões veladas dentro de uma família americana. Enquanto o que eu vivi ontem a noite foi simples, bobo, sem grande proporção, mas, ainda sim, uma grande surpresa.
É interessante perceber que a verdade surge, normalmente, em momentos de grande dor. Ontem estava revendo Batman - O Cavaleiro das Trevas, e uma fala célebre do célebre Coringa dizia algo parecido, como se o ser humano se revelasse, de fato, nos segundos antecendentes de sua morte. Ok. Meio pesado. Ninguém estava morrendo, graças a Deus. Mas, considerando as proporções de ambos casos, existe verdade ali. São nos momentos de raiva, extrema angústia, tristeza, desilução, pânico... que você esquece de atuar-no-mundo e é do jeito que é.
Bom, de fato o seriado trata de várias questões veladas dentro de uma família americana. Enquanto o que eu vivi ontem a noite foi simples, bobo, sem grande proporção, mas, ainda sim, uma grande surpresa.
É interessante perceber que a verdade surge, normalmente, em momentos de grande dor. Ontem estava revendo Batman - O Cavaleiro das Trevas, e uma fala célebre do célebre Coringa dizia algo parecido, como se o ser humano se revelasse, de fato, nos segundos antecendentes de sua morte. Ok. Meio pesado. Ninguém estava morrendo, graças a Deus. Mas, considerando as proporções de ambos casos, existe verdade ali. São nos momentos de raiva, extrema angústia, tristeza, desilução, pânico... que você esquece de atuar-no-mundo e é do jeito que é.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Todo carnaval tem seu fim

Quase cinco da manhã, daqui a pouco parto pra Aracaju, onde passarei meu carnaval, e o sono começa (agora) a me atingir. Entro no meu e-mail, orkut, msn, uol... mas tudo está vazio. Bonitos sentimentos surgem destes vazios deixados pela insônia, onde sonhos hollywoodianos são formandos por uma mente fértil e, de certo modo, infantil, permeados por fadas, castelos, vilões e heróis.
Acho que a capacidade de sonhar é foda para a condição de ser vivente. A capacidade de fugir do que se é para o que se queria ser. A capacidade de delirar, alucinar, criar, vivenciar, sentir, cheirar e até mesmo chorar por algo que não existe, que não é concreto.
Ser "doidinho" é ser diferente, especial, único. Se doidinho é permitir ser. É aceitar as fragilidades, incertezas, dificuldades, alegrias, desejos, solidão. É conversar com a parede quando se deseja "clarear" a mente. É cantar sua música favorita enquanto anda pela rua, num dia de plena felicidade. É se trancar no quarto e esquecer que há um mundo fora dele. É começar a postar sendo levado por um tema e acabar com outro. É se permitir ser, indiferente do que queiram que seja.
Bom carnaval pra todos.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Odeio você
Não gosto de você. Não gosto de sua sonsisse. Não gosto de seu papel de coitadinho enquanto o mundo de abana. Detesto sua interpretação da vida. Odeio sua doença e o motivo por estar onde está. Tenho repúdio a sua falta de vergonha. Quero te ver longe daqui. Get lost!
domingo, 25 de janeiro de 2009
... e o mundo não se acabou.
Melhor final de férias não há! O show foi perfeito! Deus, como eu amo pessoas despirocadas! O show foi razoavelmente grande (por volta de 2 horas) e Adriana Calcanhotto é o ser mais doido que eu já vi. Ela chegou a lá maconha, meio de leve, meio lerda, com a vozinha mansa, cantando as baladinhas sentada... mas lá pro final do show, antes do primeiro bis (sim, foram dois!), a coisa já começou a empolgar. Ai Adriana saiu, o povo gritou o tradicional "mais um, mais um, mais um" e eles voltaram. Foi uma volta inicialmente tensa, uma coisa meio filme de suspense, mas dava pra perceber que ela já estava "ligadona". E sai Adriana. E volta Adriana. E Adriana canta novamente "Mulher sem razão", numa nova versão (bem melhor, por sinal), numa pegada meio rock e sei lá. E eis que, no grande final, a louca a lá cocaina, pega o copo de água e derrama o líquido em cima do rosto. Entrei em êxtase. Não satisfeita, ela pega o copo e joga pra cima. O copo cai no chão. Era de vidro. Êxtase². E Adriana agradeceu pela terceira vez, e saiu, e o público (também em êxtase) batendo palmas, e os músicos acompanhando, e o baterista pega um prato da bateria e fica batendo no prato acompanhando o ritmo das palmas do público, e depois de alguns minutos assim ele joga o prato no chão e tudo apaga. E Olavo atinge o clímax.
Gente, eu ADORO pessoas loucas, de verdade.
Gente, eu ADORO pessoas loucas, de verdade.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Presente de final de férias

Ao som de: Adriana Calcanhotto - Um dia desses
Esta são as minhas últimas férias da faculdade. No meio do ano até terá outra, mas é tão pequena que nem conta. O dia tão esperado está próximo, os "ultímos" estão chegando, último caderno, último ano, última matéria, último trabalho, última prova... e a energia de gozo vai se acumulando, esperando a hora para ser liberada. Obviamente que muitos trabalhos, projetos, provas, cadernos e afins virão posteriormente, mas, sem dúvida, a graduação é um marco importantíssimo na vida de um jovem do país.
E para fechar estas férias e abrir este ano tão importante com chave de ouro, ganhei um presentão de Jocasta Stormqueen, o ingresso para ir no show de Adriana Calcanhotto, maré, na Concha Acústica. Forma melhor impossível, ham? Já estou aqui ouvindo as musiquinhas pra amanhã estar afiado lá, só balançando bracinho e cantando.
E para fechar estas férias e abrir este ano tão importante com chave de ouro, ganhei um presentão de Jocasta Stormqueen, o ingresso para ir no show de Adriana Calcanhotto, maré, na Concha Acústica. Forma melhor impossível, ham? Já estou aqui ouvindo as musiquinhas pra amanhã estar afiado lá, só balançando bracinho e cantando.
Assinar:
Postagens (Atom)